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O barato sai caro
Só pra espantar a deprê e voltar às boas e velhas risadas, vou contar minha façanha ao comprar um travesseiro de látex. Já tinha dormido num e achei o material ótimo, o travesseiro era super fofinho e daí resolvi comprar pra mim.
Vi a propaganda, num encarte de jornal, de uma loja popular, aqui em São Paulo, que vendia o tal travesseiro de látex bem mais barato do que em outros lugares. Não tive dúvida: chamei minha mãe, companheira também de aventuras e desventuras e fomos pra lá; queria o palpite dela pra poder fazer uma compra segura!
Experimentei o travesseiro na loja, deitei num colchão no meio dos clientes, pedi pra experimentar o de marca mais cara, enfim, fiz o “test drive” do travesseiro e comprei o mais barato; não lembro exatamente, mas o mais caro era R$ 180,00 e o mais barato, escolhido por mim, R$ 69,90. E a vendedora me garantiu que era tudo igual, o material era o mesmo, a única diferença é que o mais caro era importado da Itália e daí o preço alto. Como sou “econômica e esperta”, claro que optei pelo nacional, afinal temos que prestigiar o produto do nosso país...
Não passou muito tempo, o travesseiro, que em princípio parecia fofinho, foi ficando duro, muito compacto e, pior, soltando um cheiro de borracha! Acho que o calor da minha cabecinha cozinhava o produto! Meu marido foi reclamando do cheiro do travesseiro, pedia pra colocar longe dele, até que um dia, ao chegar no quarto, vi o tal travesseiro jogado no chão, bem longe de onde ele dorme: “Assim não dá, tira essa coisa daqui que esse cheiro de borracha queimada tá horrível!”.
Bom, o travesseiro continua lá, só que tá de enfeite e na hora de dormir sou obrigada a colocá-lo bem longe. Aliás, acho que essa porcaria é que fez mal pra minha coluna, eu já tava até andando com bengala!
Moral da estória: o barato sai caro... Isso todo mundo já sabia, né? Menos eu, que sou teimosa....
Escrito por Suzana às 17h17
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Igreja de Parinacota – Chile Interior da Igreja de Parinacota
"Oh, mensajera de la muerte, cuanto dolor causaste con tu endurecido corazón de madera"
Lendas são interessantes, muitas vezes engraçadas, mas acho que devem ser respeitadas, afinal retratam a cultura de um povo, sua história.
Falei outro dia da igreja de Parinacota, construída no séc. XVII e reconstruída em 1789 (em virtude de um terremoto), num lugarejo no extremo norte do Chile, um local árido, arenoso e hoje quase que totalmente ermo, vivendo lá apenas 3 famílias.
Dentro da igreja, existe uma mesa, atada por cordas, ao teto. Fato muito intrigante, mas com uma explicação surpreendente! A mesa, em outros tempos, costumava andar pela cidade, no meio da noite, e parar à porta de alguma casa. Ao amanhecer, alguém da casa morria. Assim, a mesa parada à porta da casa de alguma família, significava a morte de algum integrante.
Então, resolveram amarrar a mesa com cordas, dentro da igreja, no chão, em frente ao altar, seu lugar original. Mas de nada adiantou! A mesa tentava livrar-se das amarras, o que conseguia após grande esforço; esforço este que deixou marcas em suas pernas: arranhões, lascas perdidas, enfim, a madeira de suas pernas desgastou-se no intento de escapar.
E os aldeões não tiveram dúvida: içaram a mesa apocalíptica até o teto e lá a amarraram, impedindo que tivesse o apoio do chão para se libertar. A mesa continua dependurada, toda amarrada ao teto, formando uma cena chocante e curiosíssima! E um aldeão, Don Cipriano Morales, um dos poucos moradores, tem a incumbência de vigiá-la dia e noite para que não se solte. Eles próprios admitem que pode ser só uma lenda, mas pelo sim, pelo não, preferem não pagar pra ver...
Escrito por Suzana às 14h12
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Estelionatários em geral.
Passei agora pelo excelente blog da querida Bárbara e tava respondendo a um questionário bacanérrimo que ela colocou lá. Daí, falando sobre as coisas que gosto e não gosto, lembrei-me, dentre tantas outras, que ODEIO gente metida a sabichona; o tal do estelionatário cultural ou social. O estelionatário cultural é o tipo que solta umas frases de efeito pra impressionar à meia dúzia que, ingenuamente, passa a admirar a figura. O estelionatário social é o que se diz amigo de figuras eminentes (leia-se, nesse caso: que têm grana).
Lembram-se daquele senhor que foi entrevistado no programa do Jô Soares, o tal de Omar Kayan? O velhote chegou impressionando pelo jeito de se vestir e comportar (usava um camisolão surrado, uma bengala feita de graveto), o que poderíamos chamar de excêntrico. Barba comprida e emaranhada, sisudo, anti-social, soltando uma verborragia pataqueira e o pessoal (incluindo o Jô Soares) achando que estava diante de um gênio. Em pouco tempo foi desfeita a farsa que era, claramente, uma farsa de um estelionatário cultural.
Estudei com um cara (nem me lembro o nome do patético e infeliz sujeito) que se gabava por ser amigo do “filho do dono do Pão de Açúcar”, um dos Diniz. E o estelionatário social em questão, cada dia surgia com uma proeza digna do Tio Patinhas, só que qualquer um percebia a mentirada do pobretão. Até que, numa ocasião, ele começou a ridicularizar os proprietários do carro Brasília (equivalente hoje a um Kadett, Voyage, um carro antigo e fora de linha); afinal, ele era “amigo” dos Diniz, q tinham N carros em que ele passeava e tal. Interrompi o minuto de silêncio que pairou depois do comentário infeliz do bobo infeliz e lasquei:
-E qual o problema, cara? Eu tenho uma Brasília (mentira). E daí, qual o problema? E, pelo visto, você nem carro tem, já que anda no dos outros. Além disso, você anda na companhia do cara que tem grana, mas você não tem porcaria nenhuma! O rico é o cara e não você. E isso adianta o quê?
É que o cara era um covarde e ficou de boca fechada, vermelho como pimentão e o assunto acabou. Naquela época, acho que pela juventude, não tinha medo de reduzir “a pó de traque” os imbecis mentirosos e atacava qualquer um que cometesse qualquer tipo de injustiça, além de adorar desmascarar os tais estelionatários, quase que em praça pública. Mas, com a idade, vi que talvez o cinismo seja a melhor arma; é dar corda pro estelionatário se enforcar e ser pego na própria armadilha, ou seja, na sua inépcia. Se bem que ainda tenho dúvidas em alguns casos...
Escrito por Suzana às 16h06
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Pé de pato, mangalô três vezes!!!

Lago Chungará e Vulcão Parinacota, ao fundo - extremo norte do Chile
Sou totalmente cética quanto a mandingas em geral e em especial ao tal do “olho gordo” e outros males que podem ser transmitidos a alguém através do lançamento de um simples olhar enraivecido. Bom, pelo menos acho que não acredito.
Numa viagem ao extremo norte do Chile, parti da cidade de Arica, fronteira com o Peru, rumo ao Parque Nacional Lauca, onde se encontra a atração principal: o Lago Chungará, a 4.517 metros acima do nível do mar, um dos mais altos do mundo.
Levantamos cedo e seguimos em um microônibus, junto com outros turistas, pois a região é inóspita, não há posto de gasolina, nem guarda durante o caminho e a subida deve ser feita por pessoa experiente. E lá fomos nós, prestando atenção em tudo, ouvindo as explicações do guia-motorista, parando de quando em quando para fotos com lhamas, guanacos, vicunhas, cactos candelabro e toda a espécie animal e vegetal do lugar.
No meio do trajeto, uma parada numa pequena e paupérrima, se é que se pode dizer, lanchonete, para tomarmos o chá de folha de coca, recomendado para prevenir enjôos.
Enfim, chegamos ao lago Chungará, a 4.517m de altitude. Numa espécie de área de lazer e estacionamento, em frente ao lago, estavam algumas pessoas, no estilo camelô, com banquinhas, vendendo artesanato; as mulheres com aquele chapeuzinho côco, homens de poncho e todos com cara de bolivianos. Mas antes de sair do ônibus, o motorista-guia avisou-nos, em voz baixa:
-Olha, não acreditem nesse pessoal aí, não. Eles dizem que são bolivianos, que estão longe de casa, para que os turistas se penalizem e comprem deles. Estão vendo aquele rapaz ali, de óculos escuros e poncho? Pois eu conheço ele há anos e sei aonde ele mora! Aliás, todo esse pessoal aí é chileno e mora aqui perto, em Putre (nome da cidade mais próxima).
Devidamente precavidos, descemos do ônibus, cada qual com uma caixinha de suco de pêssego nas mãos, dada pelo motorista-guia, com a recomendação de que devíamos tomá-lo rapidamente, a fim de evitar enjôos.
Bom, tomei quase que de um gole só e desci, logo sendo abordada por uma senhora bem velha, toda enrugada, maltratada pelo sol e pela vida que, de cara, já me ofereceu seus artigos: tapetes, ponchos, gorros e mil badulaques típicos. Agradeci, disse que não tinha interesse, tudo delicadamente, afinal estava com dó daquela senhora. Mas a mulher, quando percebeu minha recusa definitiva e que, portanto, não me persuadira, mirou-me com um ódio, com uma raiva e olhou tão profundamente nos meus olhos, que fiquei até com medo!
E aí aconteceu o pior: ao afastar-me alguns passos da velha, comecei a sentir um enjôo terrível! E foi piorando cada vez mais!!!
Na volta, paramos na interessante igrejinha de Parinacota, num lugarejo que leva este nome, a qual tentei visitar, mas ao chegar na porta da tal igreja, piorei ainda mais e cheguei a tal ponto do mal estar que achei que fosse desmaiar, até tremia! Não pude entrar na tal igrejinha; voltei para o ônibus. Deram-me folhas de coca para mascar, mas não adiantou nada! E olha que masquei um bocado delas! Foi aí que lembrei do Dramim (remédio contra enjôos), que estava na bolsa, e virei o frasco na boca, tomando quase tudo. E não resolveu!!! Só fui melhorar quase que na chegada à Arica, que fica no nível do mar!
Se foi a velha ou se foi a altitude, não sei. Mas que foi uma baita coincidência ter passado mal depois do olhar irado da velha, isso foi!.... Ah! E o curioso é que fui a única, dentre todos os turistas, a sofrer do terrível enjôo!!! É de se pensar, não acha?...
Escrito por Suzana às 19h53
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Maridos

Você sabe o que é um marido DVD?
É aquele que se Deita, Vira e Dorme.
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E um marido DVD +R?
É aquele que se Deita, Vira, Dorme e Ronca.
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E um marido CD?
É o marido que só Come e Dorme.
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Não há como os antigos VHS...
Várias Horas de Sexo.
Música de fundo: Fever, na voz de Ella Fitzgerald
Escrito por Suzana às 10h50
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Preconceito.
Falando em resort em Itaparica, na Bahia (que paraíso!), lembrei-me de uma passagem contada por uma amiga – tomara que ela não leia isso...
Bem, mas continuando o assunto, ela, o marido e as crianças estavam passando férias de verão no tal resort. Comiam loucamente, não se preocupavam nem um pouco por estarem acima do peso (sempre foram desinibidos), divertiam-se muito, participavam de todas as atividades oferecidas pelo local e que eram exaustivamente anunciadas pelos animadores.
Certo dia, levantaram dispostos a praticar windsurf. E então tomaram um café bem reforçado, colocaram suas roupas de banho, despacharam as crianças pras babás da área infantil e lá foram. O instrutor da modalidade chamava-se Sardinha (conheci a figura na ocasião em que estive lá, meses depois) e o fulano SE achava lindo, fortão, bonito e gostosão. E era um NADA!
Quando chegaram à praia, o tal Sardinha já havia começado a dar as instruções pra uma meia dúzia de hóspedes que, desajeitadamente, seguravam as pranchas com grandes velas e tentavam, a todo custo, se equilibrar, imitando o "professor". Estavam fazendo perguntas, tentando mesmo aprender a surfar, embora na areia. E o casal se aproximava, ouvindo as instruções e chegando cada vez mais perto. De repente, quando pararam ao lado do grupo, a fim de se unirem à turma, o tal Sardinha disse:
-Bom, pessoal, é isso aí, vamos pra água.
-Mas como?! Acabamos de começar e você ainda não terminou as instruções! – espantou-se um aluno.
-Não, não, já dei a aula completa, ensinei tudo, não tem mais nada pra fazer na areia, agora é dentro d’água.
-Mas a aula não durou nem 5 minutos! Como é que eu faço pra erguer a vela se ela virar? – à beira do pânico, insistiu o integrante da turma de aprendizes.
Sem maiores explicações, a aula foi dada por encerrada pelo Sardinha, que imediatamente pulou na água, seguido pelos alunos, enquanto o casal ficou ali, estático e pasmado, à beira do mar! Sentiram na pele o preconceito, segundo essa minha amiga, por serem gordos! E olha que nem são tão gordos assim; são gordinhos... Ai, que dó....(hihihihi - desculpe...).
Ah, música bacanérrima (sem ligação com o tema, nem com nada - é q é boa, mesmo):
A Che Gioco Giochi, de Antonello Venditti
Escrito por Suzana às 19h55
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E quem disse que é pecado?
Numa dessas viagens de férias, de passagem pela ilha de Itaparica, Bahia, num hotel com comes e bebes à vontade, mordomia e tranqüilidade – tirando os animadores de resort, que são uma chatice!!! – estava eu, numa tarde tépida à beira da piscina, lendo O Diário de Anne Frank (e, pra piorar, em inglês, o que me deixava mais deprimida!), quando ouvi uma algazarra e um insistente pedido de socorro feminino ao salva-vidas.
Larguei o livro, cedendo à curiosidade mórbida, pra assistir o afogamento. Qual não foi minha surpresa quando vi, no lado raso da piscina, destinado às crianças, um grupo de doze senhoras – do que se chama hoje terceira idade – clamando pelo salva-vidas, lançando elogios ao porte físico do rapaz que, encabuladíssimo, só andava de um lado pro outro, segurando o sorriso de satisfação. Isso sem falar nas propostas de encontro mais à noite em seus chalés. Coitado, como é que iria dar conta de todas?! Na hora do jantar, topei novamente com elas e imaginem: agora estavam assediando um rapaz de uns 18 anos! Tá certo que era lindo o rapaz, tinha uns olhos verdes... mas poderia ser neto delas! E o rapaz estava sofrendo aquele assédio desde o final da tarde, quando elas dominaram a quadra de vôlei, expulsando os outros hóspedes que já se divertiam há horas; não teve acordo: elas se apossaram de tudo, inclusive do instrutor-gato de 18 anos! Fiquei vendo aquilo e imaginei minha avó naquela situação; acho que eu teria um colapso! Pois é, o mundo evoluiu, mas eu nem tanto, ainda continuo acostumada com os meus pecados tradicionais....
Music: Night and Day, na voz de Ella Fitzgerald
Escrito por Suzana às 14h16
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Flutuando no espaço como o Dr. Smith, do "Perdidos no Espaço" (pra quem se lembra....)
Estou vivendo uma temporada no limbo total, no que se refere às idéias. Simplesmente não consigo pensar, ou melhor, eu penso, mas fixamente em uma só coisa e daí todo o resto some, fico no nada absoluto (se é que posso dizer, o nada intelectual). Ou talvez seja a alta dose de música techno que ouço enquanto fico aqui na net. Confesso, confesso, tenho esse ponto fraco! Pôxa, não precisa torcer o nariz, afinal, quem não tem seu calcanhar de Aquiles? Eu adorava ir a danceterias (nome da minha época pras baladas) e dançava até altas horas!!! Adorava aquele barulho infernal que me deixava quase surda ao sair. Que delícia! Até hoje, sozinha em casa, danço ao som de uma boa música techno( tá certo, você não gosta do estilo e muito menos acha que seja boa música; já entendi!). Ok, sei que é ridículo, mas mesmo assim não consigo me conter! Ainda não fui numa rave; ouvi dizer que rola droga à beça, além da faixa etária estar próxima dos 15 anos. Daí, pra mim, não rola... Bom, pra quem não tinha assunto, até que ficou comprida essa ladainha que, pra sorte sua, já terminei! Obrigada por chegar até o fim do texto e não se perder nesse nada que escrevi!!!
Escrito por Suzana às 22h22
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Dorme, não!
Ai, que insônia!!! Tava lendo os posts anteriores e quase tive uma overdose de açúcar! Credo, que coisa mais melada e pegajosa! O pior é que tenho essa tendência pro romantismo. Defeito grave hoje em dia! Ainda mais com tanta paulada vindo por todos os lados. Nessa de paulada leia-se decepção. Pra ver como a falta de sono traz a falta de assunto ou assunto inútil. Bom, reconheço que não é assim pra todo mundo... Por outro lado, falo de insônia, mas é por falta de vergonha na cara pra assumir que gosto é da noite. Incrível esse fenômeno! Desde criança adoro a noite; meu cérebro (hahaha!) trabalha melhor à noite. Sempre detestei acordar cedo! Lembro que quando mudei da quarta pra quinta série, ou seja, do período da tarde pra de manhã, numa das primeiras aulas, logo no início do ano letivo, via a professora falar ao longe, muito ao longe. Naquela aula, tinha a sensação de estar dentro de um aquário, tudo em volta liquefeito, ou melhor, ouvia a voz da professora como aquela do desenho do Snoopy: aunhaaubatrauauaua. Já li várias explicações sobre isso, mas nenhuma me convenceu. Afinal, qual a importância disso?! Só mesmo pra poder escolher o trabalho que até poderia ser o de vigia noturno, impressor de jornal, mas enfermeira ou médico, nem pensar! Só de ver ferida, dor, já me dá frio na espinha, sinto em mim a dor alheia. Acho que pra exorcizar todo esse lirismo vou partir pra conto de terror e, quem sabe assim, tirar a poeira desse blog mal escrito e mal-acabado. ACORDA!!! Pôxa, já tô terminando a ladainha, não dorme, não. E não Valium ter chegado até aqui depois de pular o meio do texto! Tem que ler tudo!!! Pense que está pagando seus pecados, tipo ajoelhar no milho. Bom, mas já que insiste tanto, terminei. E modera aí no som do alívio!!!
Escrito por Suzana às 03h35
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Kowalik, Piotr - Fotografia
Autumn Lady
Música: Sleep Alone (Moby) - batidérrima, mas bem q gosto.
Escrito por Suzana às 00h06
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A última...Juro!(com dedos cruzados-hehehe)
BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
Tem de ser bem devagarinho, Amada,
Que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Autor: Mário Quintana
Confesso que cada vez que leio isso, fico sem fôlego!!!
Music: Don't Know Why - Norah Jones
Escrito por Suzana às 21h24
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E por falar em poesia...Carlos Drummond de Andrade:
Amar
Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar? amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o áspero, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Por falta de competência para criar 1 poesia, aí vai a cópia...
Escrito por Suzana às 18h51
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Confissões. Antes fossem de adolescente...
Tenho algumas obsessões, dentre as quais ouvir seguidamente a mesma música, fazer a mesma atividade ou tentar descobrir a solução pra alguma coisa, ou ainda pensar em algo dia e noite e até mesmo freqüentar o mesmo restaurante repetidamente. Uma loucura! Tudo isso até enjoar. Daí, não dá mais pra agüentar e deixo de lado, não posso nem ouvir falar. Agora, com filme ou livro não tenho a obsessão da repetição; detesto ver filme ou ler livro repetido, principalmente se for num curto espaço de tempo. Por outro lado, é interessante que trabalho repetitivo, imposto pra ser executado mecanicamente eu não tolero! Dá pra entender? Eu já tentei, não achei o motivo. O único consolo é que, pelo menos, já detectei o problema. Quem sabe ainda tenha salvação...
Escrito por Suzana às 17h06
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APENAS EU
São tantos os anseios que trago no meu peito
misturados com lembranças
com sonhos realizados e outros desfeitos
que não sei onde começa a alegria ou a tristeza.
Tenho vendavais que me limpam e
chuvas que explodem as minhas sementes.
Um pássaro que canta doído na minha alma,
outro que canta sabedoria e me traz calma.
Nada tenho que não seja eu mesma:
clara, transparente, melancólica.
Mas é tão claro o que sou, que dói em mim. Lateja.
Dói todas as verdades que sempre dispo
e pelas mentiras que ainda ouço.
E olho o céu e curvo-me: só, solidão, eu.
By Claricce Storch
Vale a pena sentir de perto a ternura dessa menina! Dêem 1 salto pra esse blog!
Escrito por Suzana às 16h24
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